À velha Maria ninguém rouba — LEANDRO PAUL
Vovó Maria levantou-se cedo, como sempre fazia. Quando percebeu que os rapazes tinham partido, pensou que simplesmente tinham …
Ler maisVovó Maria levantou-se cedo, como sempre fazia. Quando percebeu que os rapazes tinham partido, pensou que simplesmente tinham …
Ler maisMaria percebeu tarde demais que aquilo não era apenas uma cerimónia de cura. O curandeiro aproximou-se com uma naturalidade inquietante
Ler maisOs exames confirmaram o que já se temia. Partilhavam parte do sistema digestivo e vascular. A separação seria possível, mas arriscada.
Ler maisA revelação espalhou-se com a mesma velocidade com que antes correra a acusação. Só que desta vez não havia exageros. Havia factos.
Ler maisCelina levantou-se bruscamente. O celular escorregou-lhe da mão e caiu no chão. As pernas cederam. Duas mulheres correram para ampará-la
Ler maisOs dias passaram. As semanas também. O hospital continuava a funcionar. Entravam crianças. Saíam crianças. Algumas voltavam para casa
Ler maisQuando o barulho começou a ter mais ritmo, lembrou-se das histórias antigas. Da avó. Das mulheres da sua terra
Ler maisFanuel ouviu como quem ouve um diagnóstico. Não respondeu. Nunca fora homem de confrontos. Pensou nos anos passados longe
Ler maisA palavra nunca lhe foi dita directamente. Foi-se colando à sua pele aos poucos, como poeira fina que entra pela janela e se deposita em tudo
Ler maisCelina colocou-se entre os dois homens. Pediu calma. Pediu que fossem para casa. Pediu para não transformar tudo num escândalo
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